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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Itapemirim testa Wi-fi em ônibus


A Itapemirim colocou em testes um ônibus equipado com acesso à internet por Wi-fi. Dessa forma, viajantes conseguirão ficar conectados à rede duranta a viagem com seus notebooks ou celulares e smartphones compatíveis.

O serviço foi instalado no ônibus 45809, que atende a uma linha entre Rio e São Paulo em parceria com a Vex. O sinal é distribuído dentro do veículo por Wi-fi, mas eu gostaria de saber como esse sinal chega até o ônibus (3G, satélite, ou outro tipo de tecnologia sem fio) e se não apresentará interrupções durante o trajeto por causa de possíveis áreas de sombra.

A iniciativa é interessante e pode tornar a viagem de ônibus mais atrativa quando comparada com a viagem aérea em alguns casos. Mas eu ficaria tímido em usar meu notebook (com disco rígido convencional) em um veículo terrestre em movimento, trepidando e passando por buracos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Google History - desabilite e navegue mais rápido


Por padrão, se você estiver logado no Google (a maioria das pessoas que usa Gmail, Orkut ou outro serviço está logada o tempo todo), ao fazer uma busca os resultados da busca não apontam bem para os sites que eles dizem. Os links na verdade apontam para uma URL do Google, que depois de carregar redireciona o visitante para o site desejado. Isso é usado para que o Google consiga registrar os sites que você visita a partir dos resultados da busca (além das buscas em si).

Para a maioria dos usuários os poucos segundos que esse carregamento extra leva são irrelevantes, pois têm internet rápida. Para quem está preocupado com o fato de o Google estar vigiando seus passos ou têm internet lenta (como acesso discado e as pseudo-banda-largas da Tim e Claro) esse é um intermediário indesejado. Também são segundos válidos para quem faz trocentas buscas por dia.

Como desabilitar?

Acesse o Google History pela URL http://www.google.com/history. Aí é só clicar na opção Pause no menu da esquerda e o Google irá parar de rastrear seus resultados de busca. Note que seu histórico ainda permanece lá. Se desejar apagar também o que já foi coletado, clique na opção Remove items. Ao remover o histórico, automaticamente a coleta entrará em pausa.

Se mudar de idéia, é só clicar em Resume e os dados voltarão a ser coletados

Eu não me incomodo. Posso tirar algum proveito?

Sim. Você pode usar esse histórico como usaria o histórico do navegador, para buscar endereços recém visitados mas que não se lembra do endereço. Mas diferentemente do browser, o histórico do Google lembra o que você buscou para achar aquele site, de forma lembrar o que você buscou já é meio caminho andado.

Lembrando apenas que o Google só vai saber do que você visitou a partir dos resultados da busca.

Devem existir vantagens em se manter o histórico ativo, mas como não brinquei muito com ele antes de desabilitar, não sei. Se souber, deixe um comentário para complementar o que já foi dito.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Google lança hoje o seu navegador, o Google Chrome


Hoje, dia 2 de setembro, será lançado o Google Chrome, o navegador do Google. Por enquanto, se trata apenas de uma versão beta (alguma surpresa?) e apenas para Windows. Mas as versões Mac e Linux não devem demorar.

O navegador usa componentes de código do WebKit da Apple (que por sua vez é baseado no código do KHTML, do projeto KDE) e do Mozilla Firefox, entre outros. Bem como os projetos mencionados, ele também será open source.

Entre os benefícios anunciados estão o isolamento entre as abas (a chamada "caixa de areia" ou "sandbox") de forma que se houver um travamento em uma aba, as outras não são afetadas e um novo engine de JavaScript (V8).

Veja também: http://googleblog.blogspot.com/2008/09/fresh-take-on-browser.html

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Escolha a URL do post (permalink) no Blogger


O Blogger, embora seja um sistema de blogs muito usado, tem várias deficiências se comparado por exemplo com o Wordpress. Uma delas é não permitir você escolher a URL do post. Parece um detalhe bobo, mas é mais um dos fatores que os mecanismos de busca usam para definir a relevância da página para uma dada busca. É possível usar as palavras-chave principais no endereço sem ter que depreciá-las com palavras sem importância.

Mas dá para contornar esse problema sabendo como ele monta suas URLs. As URLs do post são montadas sempre com base no título do post. Como regra geral é exatamente o título do post, mas com hífens no lugar dos espaços. No entanto, o nome da página é truncada de forma a ter mais ou menos 40 caracteres. Isso fará com que apenas as primeiras palavras de um título grande apareçam. Para completar, o Blogger não conhece acentos, então o título "Atenção - homens trabalhando" se tornará "ateno-homens-trabalhando.html".

Sabendo disso tudo, é só na hora de publicar o post colocar o título como você quer que fique a URL, publicar e depois editar o post para colocar o título correto. Depois de publicado a URL não é modificada mesmo que se mude o subject.

Exemplo: para publicar um título "Veja aqui como adestrar cães com o guia ilustrado". Ele poderia ser publicado como "adestrar caes guia ilustrado", e a URL ficaria "adestrar-caes-guia-ilustrado.html". Dois segundos depois, basta editar o post e colocar o título correto.

Claro que a solução boa seria o sistema do Blogger permitir a edição do permalink. Quem costuma agendar a publicação de posts por exemplo continua sem ter opção, pois não tem como automatizar a troca do título depois da publicação.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Manipulando arquivos começados por hifen no Linux


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No Linux (e provavelmente FreeBSD e outros sistemas Unix) arquivos que têm o nome iniciado por hífen acabam virando problema. Isso porque os comandos normalmente aceitam parâmetros iniciados por hífen, e acham que o nome do arquivo é na verdade um parâmetro inválido.

Por exemplo, veja o que ocorre quando se tenta remover um arquivo chamado -teste-:

$ rm -teste-
rm: invalid option -- t
Try `rm ./-teste-' to remove the file `-teste-'.
Try `rm --help' for more information.


Existem duas opções para resolver:

  • Usar dois hífens ("--") para indicar o fim dos parâmetros.
    Qualquer coisa depois disso normalmente é tratado como nome de arquivo.
    $ rm -- -teste-

  • Usar ./ para indicar o arquivo.
    Um ponto significa o diretório local, então ./-teste- referencia o mesmo arquivo.
    $ rm ./-teste-

No exemplo foi usado o comando rm, mas praticamente qualquer comando segue o mesmo padrão.


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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Core Duo, Pentium Dual Core, Core 2 Duo Centrino: Afinal, qual a diferença?


Até quem é da área de informática se confunde com os processadores Intel lançados nos últimos anos. Enquanto antigamente era simples (bastava saber se era Pentium, Pentium II, Pentium III e se o clock era de 200, 500, 900 MHz etc), a coisa se embaralhou com a vinda dos processadores multi-core.

Esse artigo no Guia do Notebook tenta explicar essa bagunça. Baseado nessas informações (e com alguma licensa poética), montei uma tabela com as diferenças básicas entre os principais processadores.

Core Solo Core Duo Core 2 Duo Pentium Dual Core
Núcleos Um Dois Dois Dois
Arquitetura A mesma do antigo Pentium M (32 bits)
Apesar do nome, não usava a nova arquitetura Core
Praticamente serviu apenas para lançar o primeiro processador dual-core já usando o nome "Core".
Arquitetura Core (64 bits)
Consumo de bateria Bom Bom Muito bom Ruim
Esse processador na verdade é destinado a desktops, portanto os notebooks com esse processador consomem mais bateria.

Centrino

Existe ainda outro nome, o Centrino, que ao contrário do que muitos pensam, não é um processador. É um selo dado a notebooks que possuam placa-mãe e chipset de rede sem fio Intel, além é claro de algum dos processadores de topo de linha (não existe por exemplo Centrino com processador Celeron, mesmo que os componentes sejam os mesmos). Quando surgiu, o processador era o Pentium M, mas isso foi mudando com o tempo. Com o lançamento do Core 2 Duo, foi criado o "Centrino 2".

Teoricamente, comprando um Centrino você teria certeza de ter os componentes que proporcionam o melhor desempenho e autonomia possíveis. Mas isso é questionável. Na verdade você está concordando com a opinião da Intel sobre isso (que obviamente não vai incluir componentes da concorrência) e pagando por esse benefício.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Fim do suporte ao PHP 4


Depois de vários anos após o lançamento do PHP 5, terminou o suporte oficial ao PHP 4, coexistindo pacificamente desde então.

PHP

A notícia foi dada juntamente com o release 4.4.9 do PHP, que corrige algumas falhas. Adicionalmente foi informado que seria o último release.

Mesmo após todo esse tempo, isso pode acabar incentivando que projetos finalmente migrem para o PHP 5, que embora não seja tão bom quanto poderia, é um avanço imenso na linguagem. Essas migrações poderiam ter acontecido a qualquer tempo, mas talvez o fim das atualizações do PHP 4 dê um susto em quem ainda depende dele.

Outro efeito natural que pode contribuir é a probabilidade de que as próximas versões das distribuições Linux parem de trazer o PHP 4, dificultando ainda mais a vida de quem fizer questão de usar a versão antiga me seus servidores.

No entanto, a maioria dos desenvolvedores deve concordar: Já vai tarde, PHP4. Já vai tarde...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Baixando videos no YouTube com confirmação de idade


Leia também: Como baixar videos do YouTube.

Há algum tempo publiquei post dizendo como usar o programa youtube-dl para fazer download de videos do YouTube. Mas quando o video exige login e confirmação de idade o programa acusa que o video não existe. O que fazer então?

YouTube

Para assistir a esses vídeos no site do YouTube, você deve criar um login. Estando logado, ele permite que você confirme que é maior de 18 anos, e então o vídeo é liberado. É possível então informar ao youtube-dl que deve usar esses dados para efetuar login e confirmar a idade. O comando fica desse jeito:

youtube-dl -u USERNAME -p PASSWORD URL-DO-VIDEO

Você verá pelas mensagens na tela que o programa está fazendo alguns passos a mais (login e confirmação de idade).

Outras formas de usar o youtube-dl

Aproveitando o assunto, alguns outros modos de usar o programa além do básico.

Retornar a URL do video

Útil para usar em outros programas de download (como o wget).

youtube-dl -g URL

Ver o título do vídeo

Retorna a URL de download de vídeo e também o título. Muito bom para quando você recebe um link para um vídeo e quer saber o que é antes de ver ou baixar.

youtube-dl -g -2 URL

Baixar com limite de velocidade

É possível combinar a dica anterior com um recurso do wget para baixar com limite de velocidade. Útil por exemplo quando há mais computadores utilizando a mesma conexão com a internet.

wget --limit-rate=15k `youtube-dl -g URL`

No exemplo acima, limitei o download em 15kB/s.
Importante: o comando está envolvido em crases, não em aspas.

Leia também: Como baixar videos do YouTube.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

10 truques para administradores de sistemas Linux


Um bom artigo da IBM DeveloperWorks com 10 dicas para o administrador de sistemas Linux. Mas mesmo que você não trabalhe com administração de sistemas Linux pode se deparar com alguns dos problemas.

Vale a pena a leitura, nem que seja pela curiosidade. Para os preguiçosos, segue a lista de truques (em inglês):


Link para o artigo: Lazy Linux: 10 essential tricks for admins.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Golpes por e-mail (parte 3)


A proliferação dos e-mails fez com que os malandros passassem também a aplicar golpes usando a internet. Mesmo que esses e-mails não sejam exatamente correntes, eles são mais perigosos, então achei importante falar um pouco sobre eles.

Falarei de alguns exemplos relativamente comuns, mas existem variações deles.

  • Banco [coloque seu banco aqui] pedindo recadastramento de dados
  • Receita Federal informando que seu CPF está irregular e pedindo recadastramento
  • Fotos de alguém que você não vê há muito tempo

Banco [coloque seu banco aqui] pedindo recadastramento de dados

Como aparece: você recebe um e-mail do seu banco (ou de qualquer outro) informando alguma irregularidade e pedindo recadastramento de dados. Para facilitar, já tem na mensagem até o link com o site onde isso deve ser feito.

O que acontece: esse endereço é de um site falso, idêntico ao do banco (técnica conhecida como scam). Assim que você digitar seu número da conta e senha, eles serão gravados nesse site falso, e você será levado ao site verdadeiro, como se a senha estivesse errada. Você tenta novamente, entra no site e parece que está tudo bem. Pode acontecer também de pedir a digitação de códigos do cartão de segurança, se seu banco tiver.

Mas não está nada bem, agora alguma pessoa mal-intencionada tem o que precisa para acessar seu banco.

Por que é mentira: os bancos conhecem esse golpe, e por isso mesmo fazem o possível para tentar te dizer que ele nunca envia e-mails pedindo essas coisas. Provavelmente existe esse aviso no seu extrato e no site do banco.

Como prevenir: nunca clique em links a partir do e-mail. Se quiser acessar o site do banco por algum motivo, qualquer que seja, faça-o sempre digitando o endereço direto no navegador.

Receita Federal informando que seu CPF está irregular e pedindo recadastramento

Como aparece: muito semelhante ao caso acima, mas é um falso aviso da Receita Federal, pedindo recadastramento de dados para regularizar seu CPF.

O que acontece: também nos mesmos moldes; você é levado a um site falso, igual ao da Receita, e quando informa seus dados, está informando a algum malandro.

Como previnir: novamente, não clique em links diretamente do e-mail. Acesse os sites sempre digitando diretamente na barra de endereços.

Fotos de alguém que você não vê há muito tempo

Como aparece: e-mail de um remetente (em geral, mulher) que você não lembra quem é, mas que está falando “há quanto tempo”, e dizendo que tem “fotos da nossa turma”. Mais genérico impossível. Como não poderia deixar de ser, tem um link para as fotos. O link, que aponta para um arquivo .com, .exe, .pif ou .scr, na verdade é um programa infectado.

O que acontece: seu computador ficará infectado com um vírus.

Por que é mentira: o e-mail não dá nenhum dado específico, o suposto remetente tem um nome comum e fala sempre de forma impessoal. Não fala de nenhum evento ou nome de pessoa que possa ter ligação com você, apenas dá a entender para que você tenha uma falsa impressão de que realmente é alguém que o conhece.

sábado, 26 de julho de 2008

Exemplos de correntes (parte 2)


Leia também a parte 1:

Bem como CDs de acesso à internet grátis de AOL, todos nós já recebemos (e continuamos recebendo) e-mails com histórias fantasiosas pedindo ajuda, denúncias de malandragens dos outros e dicas para sua própria malandragem. Sempre jurando que são verdade e, claro, pedindo para divulgar para todos os seus amigos.

Mas há algumas armadilhas escondidas nessas mensagens. Algumas, apenas significando que aquilo não pode ser verdade. Outras, podendo até mesmo prejudicar você, amigo inocente de alguém que encaminha essas baboseiras.

Continuando o assunto iniciado no primeiro post, citarei alguns exemplos comuns de correntes.

  • AOL vai pagar U$ 0,05 para cada e-mail encaminhado e ajudar uma menina doente
  • Digitar a senha invertida no caixa eletrônico chama a polícia
  • Apague o arquivo com o ícone do ursinho no Windows pois é vírus

Digitar a senha invertida no caixa eletrônico chama a polícia

Como aparece: do jeito tradicional, realmente encaminhada por algum amigo seu que achou a informação muuuuuto valiosa (o título freqüentemente tem “MUITO BOM”, “REPASSEM”, “IMPORTANTE”, e é claro, centenas de pontos de exclamação. O dado importante é que se você for vítima de seqüestro relâmpago, no caixa eletrônico deve digitar a sua senha ao contrário. Dessa forma, o saque seria feito sem problemas, mas uma central da polícia seria avisada e encaminhada ao local.

O que acontece: só erro de senha, no melhor dos casos. No médio, seu cartão será bloqueado por excesso de tentativas erradas. Na pior, o bandido ficará furioso e resolverá descontar em você.

Por que é mentira: se isso realmente existisse, você não seria informado de alguma forma pelo próprio banco?

AOL vai pagar U$ 0,05 para cada e-mail encaminhado e ajudar uma menina doente

Como aparece: alguém (geralmente uma criança) está muito doente e não tem dinheiro para a cirurgia que salvaria sua vida. Mas a AOL (ou quaisquer outras empresas) irão pagar alguns centavos de dólar para cada vez que essa mensagem for encaminhada, logo você deve fazê-lo pois não lhe custa nada.

O que acontece: um monte de bobos acreditam e encaminham. Você recebe novamente de 10 amigos diferentes, perde tempo olhando esse e-mail de novo e essa gente toda congestiona os servidores de e-mail internet afora, tornando tudo mais lento.

Por que é mentira: em primeiro lugar, porque esse é o tipo de coisa que tecnicamente não pode ser rastreada. A AOL poderia até rastrear os e-mails de seus próprios clientes, mas não da internet toda. E mesmo que o fizesse, isso teria sérios problemas com a privacidade dos clientes. Ainda supondo que isso fosse possível e viável, a AOL só perde com o aumento do tráfego de e-mails, pois aumenta a carga nas suas redes e servidores sem aumentar o ganho. Se quisesse ajudar alguma criança doente mesmo, seria mais fácil e barato fazer a doação e pronto.

Variações: existe também um que fala sobre a Sony Ericsson dando celulares, também bastando encaminhar mensagens. Igualmente mentiroso, pelos mesmos motivos.

Apague o arquivo com o ícone do ursinho no Windows pois é vírus

Como aparece: o e-mail informa que você foi infectado com um vírus. Não só diz como comprova, dizendo que se você olhar o diretório C:\WINDOWS haverá um arquivo com o ícone de um ursinho. Para remover o suposto vírus, basta apagar o arquivo.

O que acontece: você acredita, pois realmente o ursinho está lá. Então apaga o bendito arquivo e algo pára de funcionar.

Por que é mentira: o arquivo (jdbgmgr.exe) é um arquivo que faz parte da instalação do Windows, se trata de algum componente do Java. O ícone do ursinho foi só uma escolha infeliz.

 

Para finalizar a série, vou publicar um post falando de alguns golpes por e-mail. Não são exatamente correntes, mas achei importante mencioná-los.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Por que as correntes são ruins? (parte 1)


Independente do tipo, de ser golpe ou vírus, todas as correntes compartilham algumas características. Seja uma piada engraçadinha ou as fotos da pelada da vez, de uma forma ou de outra te prejudicam.

  • Elas são enviadas para muitas pessoas no campo 'Para'. Se for enviada para 20 pessoas, 20 pessoas agora conhecem seu endereço de e-mail, e podem incluí-lo em listas de spam.
  • Pedem para encaminhar para toda sua lista de contatos por algum motivo. Seja porque é importante divulgar, ou porque vai ter azar no amor se não o fizer. Como ninguém tem o cuidado de excluir os endereços da mensagem anterior, o seu e-mail vai de novo para mais gente.
    Se cada uma daquelas 20 pessoas que eu falei encaminharem para mais 20, nós temos 20 x 20 = 400 pessoas. E vai piorando, a cada vez que a mensagem for encaminhada.

Tipos de correntes

Corrente, tecnicamente, são e-mails enviados por alguém conscientemente, para várias pessoas. Não se caracteriza como corrente, por exemplo, spams enviados por máquinas infectadas ou golpistas. Existem alguns tipos comuns de correntes, entre eles:

  • Miguxentas (mensagens de amizade, fotos de bichinhos, bebˆs e mensagens melosas).
    É comum serem enviadas em PowerPoints de 1 mega para um texto que poderia ter 5 linhas.
  • Pseudo-informativas
    E-mails com informações valiosas que devem ser divulgadas para o maior número de pessoas possível. Só que as informações são apenas boatos.
  • Pedintes
    Histórias tristes de crianças doentes que vão ganhar dinheiro para cirurgias se você espalhar o e-mail.

Todas elas têm os problemas comuns já mencionados. As miguxentas não apresentam nenhum perigo adicional, são apenas chatas. As pseudo-informativas podem convencê-lo a fazer coisas desnecessárias ou até mesmo erradas na esperança de ter alguma vantagem. As pedintes também não costumam trazer perigo adicional, a não ser que peçam dinheiro diretamente, e não só o encaminhamento de e-mails.

Leia também o próximo post da série: .
Nele eu comento alguns tipos comuns e por que você deve ignorá-los, e não reenviar para todos os seus contatos.

sábado, 19 de julho de 2008

Como formatar um pen drive


Se por algum motivo seu pen drive (ou MP3 player, ou MP4 player) tiver sido corrompido e precisar formatar, no Linux, use o comando abaixo:

# mkfs.vfat /dev/sdb
Lembrando que o comando deve ser executado como root e /dev/sdb deve ser trocado pelo dispositivo correto, se for diferente. No Ubuntu e similares, você pode usar o comando sudo para não precisar logar como root:
$ sudo mkfs.vfat /dev/sdb

IMPORTANTE: esse comando NÃO vai restaurar os dados perdidos no seu pen drive, vai apenas recriar o sistema de arquivos VAZIO. Se você ainda tiver esperança de recuperar os arquivos, não o execute e entregue a alguém que entenda de recuperação de dados.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Tim Web no Linux - conecta mas não navega


Leia também:
Calendário da portabilidade numérica
Ringtone MP3 no celular sem usar cabo
Celular como controle remoto do PC

Utilizo o Tim Web, serviço da Tim para acesso à internet móvel. Uso no Linux, e de alguns dias para cá, a conexão é estabelecida mas não consigo navegar em nenhum site. Para tirar a dúvida, vi que no Windows, conectando com o programa fornecido tudo continua perfeito.

Notei então que ao conectar, os endereços de DNS atribuídos eram sempre 10.11.12.13 e 10.11.12.14, provavelmente endereços default que não fazem nada.

O problema se resolve apenas mudando para algum servidor de DNS conhecido, como os do OpenDNS, que são 208.67.222.222 e 208.67.220.220.

PS: usando um aparelho celular servindo como modem (como o Nokia N80 Nokia N95 ou iPhone) o problema não ocorre.

Leia também:
Calendário da portabilidade numérica
Ringtone MP3 no celular sem usar cabo
Celular como controle remoto do PC

terça-feira, 24 de junho de 2008

Usando dois monitores no Linux


Depois de muito me matar tentando colocar meu notebook para funcionar com um monitor externo (como extensão do desktop, não como clone; também conhecido como Dual Head), acabei chegando a uma solução muito simples. Segue a solução, para quem sabe servir a alguém mais.

O processo foi realizado no Kubuntu 7.10, mas deve funcionar em outros sistemas (o guia que eu tomei como base era para o Debian; clique aqui para lê-lo).

Monitor LCD

Hardware usado

O hardware usado:

  • Notebook com placa de video Intel 915GM
  • Um velho monitor LG de 15" de tubo
Um detalhe a se notar é que as resoluções máximas da tela do notebook e do monitor externo são diferentes (1280x800 e 1024x768 respectivamente).

Como fazer?

  • Faça um backup do arquivo de configuração do Xorg (/etc/X11/xorg.conf). Assim, se algo der errado, terá para onde voltar.
  • Se você tem dois monitores lado a lado, digamos, com 1024 pixels de largura em cada, você terá um total de 2048 pixels de largura, e normalmente o X não permite uma coisa dessas. Altere o arquivo xorg.conf adicionando a opção Virtual LARGURA ALTURA (onde LARGURA e ALTURA são as dimensões em pixels do seu desktop virtual) na subseção Display, como no exemplo:
    Section "Screen"
            Identifier      "Default Screen"
            Device          "Intel Corporation Mobile 915GM/GMS/910GML Express Graphics Controller"
            Monitor         "Generic Monitor"
            DefaultDepth    24
            SubSection "Display"
                    Modes           "1024x768"
                    Virtual         2560 1024
            EndSubSection
    EndSection
        
  • Conecte o cabo do monitor na saída VGA do notebook e reinicie o X (Ctrl+Alt+Backspace faz o serviço).
  • A tela de login deve aparecer com a imagem duplicada na tela do notebook e no monitor, e possivelmente com a resolução errada. Isso é normal, efetue o login.
  • Abra um terminal e execute o comando xrandr -q. Você deve ver informações sobre os monitores, como a seguir:
    $ xrandr -q
    Screen 0: minimum 320 x 200, current 2304 x 800, maximum 2560 x 1024
    VGA connected 1024x768+1280+0 (normal left inverted right) 270mm x 195mm
       1024x768       60.0*+   59.9
       832x624        74.6
       800x600        84.9     72.2     75.0     60.3     59.9     56.2
       640x480        85.0     84.6     75.0     72.8     66.7     60.0
       720x405        69.6
       720x400        70.1
    LVDS connected 1280x800+0+0 (normal left inverted right) 304mm x 190mm
       1024x768       60.0 +
       1280x800       59.9*+   60.0     59.9*
       1280x768       60.0
       800x600        60.3
       640x480        59.9
    TV disconnected (normal left inverted right)
        
  • É agora que vamos ajeitar as coisas. Abra um terminal e execute os comandos:

    $ xrandr --output LVDS --mode 1280x800
    Ajusta a resolução da tela do notebook. Substitua 1280x800 resolução correta

    $ xrandr --output VGA --right-of LVDS
    Posiciona o monitor à direita da tela principal. --right-of pode ser substituído por --left-of, --above ou --below.

    $ xrandr --output VGA --mode 1024x768 --rate 75
    Ajusta a resolução do monitor externo. Note que nesse caso, o refresh rate também é ajustado para 75Hz.
  • Os passos tendo dado certo, você pode criar um script e criar um atalho, ou configurá-lo para ser executado na inicialização do ambiente gráfico (usuários de KDE, salvem o script no diretório ~/.kde/Autostart). Não esqueça de dar permissões de execução ao script (chmod +x SCRIPT).

O que mais dá para fazer?

Além de estender o desktop a mais de um monitor, dá para fazer outras brincadeiras, como inverter ou rotacionar uma das telas, muito útil para quem tem daqueles monitores que podem ser postos na vertical. Veja o manual do xrandr, opção --rotate.

Não sei se é possível trocar o monitor conectado e reconfigurar tudo com o X rodando, mas acredito que não seja possível ainda com a versão do X do Ubuntu 7.10. Talvez isso até já seja possível, mas acredito mais que isso venha a ser possível num futuro próximo (ou até mesmo na versão atual).

Mas tem que ficar executando os comandos toda hora?

Existem tutoriais na internet ensinando como configurar o recurso de dual-head alterando o xorg.conf, e então a configuração fica fixa. Já vi funcionar dessa forma, é verdade. Mas as configurações são meio obscuras, e além de tudo, não consegui fazer funcionar com esse monitor, mesmo seguindo os mesmos passos do outro que funcionou.

Essa configuração com o xrandr, além de ter funcionado comigo de forma simples, ainda tem o benefício de poder alterar as configurações (posição das telas, resolução, refresh rate) em tempo real, sem ter que alterar o arquivo e reiniciar o X (fica mais parecido com a forma que o Windows lida com vários monitores sim, isso é uma boa coisa).

Além do mais, criar um script, como já falei, facilita a vida. Imagine que se você usa em monitores diferentes, ou sem monitor externo, pode ter um script para cada ocasião.

Esse negócio de dois monitores não é frescura?

Não. Pode parecer bobeira, que só é bonitinho de ver funcionar, mas no faz mágica para aumentar sua produtividade. Se tiver condições de ter, experimente. Mas já te adianto que vicia...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Lançado o Wine 1.0


Hoje, depois de 15 anos de desenvolvimento, é lançada oficialmente a versão 1.0 do Wine. Para quem não sabe, o Wine é um software que permite rodar softwares para Windows em plataformas Unix-like, como o Linux. O Wine não é classificado como emulador, e sim uma camada de compatibilidade para possibilita chamadas de sistema que apenas o Windows implementa.

Wine 1.0

Em um projeto como esse, o lançamento da versão 1.0 é mais uma formalidade do que uma grande mudança. Mas mesmo que a compatibilidade completa com o Windows ainda não tenha sido alcançada (como tudo deve ser feito por engenharia reversa, estão sempre "um passo atrás"), essa versão promete compatibilidade com vários programas populares, como Photoshop CS2 e os visualizadores do Excel, Word e PowerPoint.

Embora usar programas de Windows pelo Wine para tarefas do dia-a-dia não seja o mais produtivo a fazer, ele é muito útil para programas que são usados apenas de vez em quando, como webdesigners e desenvolvedores web que precisam testar seus trabalhos no Internet Explorer (para tal, veja também o projeto ies4linux).

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Backup em CD-RW - melhor não...


É relativamente comum, mesmo na era dos pen drives, pessoas (ou até empresas) que fazem backup dos seus dados em CDs ou DVDs regraváveis. A vantagem é que não é necessário gastar uma mídia virgem a cada backup, assim é mais fácil fazer backups mais freqüentes (semanalmente, por exemplo).

Mas a vantagem se torna uma desvantagem, já que as mídias regraváveis estão entre as coisas menos confiáveis que existem. Não que os CD-RW e DVD-RW sejam absurdos de confiabilidade, mas são mais garantidos que os regraváveis. Principalmente, se você fizer mais de uma cópia.

As mídias óticas regraváveis funcionam, funcionam, funcionam enquanto você está gravando, e aí parece que está tudo bem. Então quando você precisa do backup (depois de muitas regravações) o disco já está desgastado e o disco dá erro de leitura.

Usar mídias comuns te faz perder dinheiro? Regraváveis te fazem perder dados.

sábado, 24 de maio de 2008

Descobrir localização de um IP


Geo IP Tool

A partir do endereço IP é possível descobrir a localização aproximada dos visitantes de um site. Existem na internet bases de dados para quem precisar dessa informação.

Se a necessidade for saber apenas um ou outro, é mais interessante fazer a consulta direto em sites. Achei o http://www.geoiptool.com/ e achei muito interessante. Além da localização aproximada do IP que você informar, ele se integra com o Google e apresenta a localização no mapa.

O site também disponibiliza um plugin para o Firefox e código-fonte para inserir no seu website (para dizer ao seu visitante onde ele está; desnecessário, mas tem quem goste).

terça-feira, 20 de maio de 2008

AMD quer padronizar requisitos de games


Um dos maiores mistérios de quem joga no computador é se o jogo X roda ou não em seu computador. Enquanto no mercado dos consoles é tudo muito previsível (toda a base instalada é idêntica), cada computador é diferente do outro, e a todo momento é lançado um novo hardware que torna o de ontem obsoleto.

A AMD deu um passo para tentar diminuir essa confusão, lançando o padrão AMD GAME! na tentativa de tornar mais fácil para o usuário saber se o computador que ele vai comprar irá ou não rodar os jogos da época. O padrão terá vários "selos", um para cada tipo de usuário (de gamer casual a hardcore), que servirão para comparar o do PC com o do jogo, para saber se funciona ou não.

Será que vai pegar? Há algumas questões a considerar. Primeiramente, para que exista alguma chance de o padrão dar certo, a indústria deve começar a adotá-la, tanto os fabricantes de hardware quanto os produtores de jogos. E é aí que o problema começa. As grandes empresas do ramo, como Intel e Nvidia não têm interesse algum em apoiar um padrão chamado "AMD GAME!".

O outro problema, é a rapidez na evolução dos computadores. Vamos comparar novamente com os consoles. Quando uma empresa lança um console, existe a certeza de que aquele aparelho, da forma que foi lançado será um padrão por vários anos. Em alguns anos, quando aquele video-game demonstrar sinais de cansaço evoluirá, mas ganhará outro nome (ou seja, é OUTRO video-game). Mas como rotular um PC, um conjunto de peças que variam de infinitas formas e evoluem a todo dia? O jogo da moda de hoje continuará não funcionando no PC certificado um ano atrás.

Esse problema poderia ser diminuído criando-se vários padrões, ou numerando (como AMD Game 1.0, 1.5, 2.0, ou 2008, 2009...). Com o tempo, vários padrões serão necessários, e será difícil identificar o hardware compatível novamente. Voltamos ao problema inicial.

No fim das contas, isso vai contar alguns pontinhos para a imagem da AMD e fomentar o interesse da indústria nessa padronização. Fabricantes de jogos, hardware e também jogadores têm muito a ganhar se essa idéia vingar, mas o mérito da AMD acabará sendo o de ter dado o pontapé inicial, não de ter dado a solução definitiva. Até porque na informática, isso não existe.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Músicas fora de ordem no MP3 player


MP4 Players Sabe aquele seu MP3 player (ou MP4 player, ou MP5 player, ou pen drive que toca MP3, não importa o nome) baratinho? Pois é. Bonzinho, quebra o galho legal. Mas quando você quer ouvir as músicas na ordem certa, ele te sacaneia. Acontece, que ele toca as músicas na ordem em que foram copiadas, e não na ordem alfabética, como seria normal.

Solução para Linux

Se isso acontece com você e você usa Linux, a solução é simples: após copiar os arquivos, com o MP3 player desmontado, rode o programa fatsort. Pode ser necessário desconectar o aparelho e conectar novamente. Supondo que o seu player seja detectado como /dev/sdb, é só rodar na linha de comando:
usuario@computador:~$ fatsort /dev/sdb

E pronto. Seus arquivos serão tocados na ordem agora. Se ainda não tiver o fatsort instalado, no Debian, Ubuntu e variantes (Kubuntu, Xubuntu) e possivelmente nos outros derivados de Debian, basta instalar o pacote fatsort usando o apt-get.

Solução para Windows

Como o povo do comércio adora dizer, vou ficar te devendo. Não sei como resolve, mas posto assim que souber. Se você souber, eu e mais gente ficará feliz se você deixar um comentário dizendo como.

Dúvidas, sugestões ou reclamações? Deixe sua opinião nos comentários!

Saiba também como tocar MP3 no Playstation 2.